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Modelo de Negócio Inovador e Curva de Valor #4 – We Do Logos

Postado em 13 de junho de 2011 por Daniel Pereira

We Do Logos design através de Crowdsourcing

Você já passou pelo processo de elaboração de uma logomarca para sua empresa? Teve dificuldades? Achou caro? Toda Start-up, Micro e Pequena empresa parece enfrentar esses problemas! E se dissermos que uma empresa brazuca acaba de resolver isso com um modelo de negócios inovador? A We Do Logos é o primeiro e maior ambiente online de concorrência criativa do Brasil. Através de sua plataforma, qualquer pessoa pode fazer uma oferta para contratar serviços de design que serão disputados por profissionais cadastrados (atualmente mais de 10.000 designers).

Uma logomarca, por exemplo, tem oferta mínima de R$ 195,00, mas quanto maior for o valor oferecido maior será o número de designers que entrarão na disputa para tentar ganhar. Por exemplo, se você fizer uma oferta de R$ 195,00 vai atrair cerca de 20 designers lhe proporcionando em torno de 20 opções de logo para escolher, mas se oferecer R$ 500,00 esse número já sobre para cerca de 100 designers = em torno de 100 opções para você escolher  e a qualidade das opções também costuma subir muito (esses números podem variar)!! O cliente tem a possibilidade de ver uma versão em baixa resolução das logomarcas antes de escolher e pagar o designer vencedor, tudo através de uma plataforma online. A maior parte dos serviços oferecidos são de identidades visuais, seguido por papelaria, websites e fundo de blogs.

Com pouco mais de seis meses de existência, a We Do Logos já atendeu mais de 1.000 empresas no Brasil e no mundo, acumulando um faturamento de quase R$ 1 milhão. O segredo de seu sucesso está no modelo de negócios conhecido como crowdsourcing, onde um grande número de colaboradores proporciona rentabilidade e escalabilidade das operações, já com sucesso comprovado em empresas de outros países como a 99Designs e o Crowdspring. Um cliente da We Do Logos busca a grande variedade de opções em primeiro lugar e, em segundo, os baixos preços. Somente um modelo como o crowdsourcing é capaz de permitir isso.

Mas como funciona? Vamos ver o passo-a-passo de um projeto:

Enquanto em um escritório de design convencional todos são contratados com carteira assinada (e arca com todos os encargos trabalhistas), na We Do Logos mais de 10.000 designers estão disponíveis para atender às propostas dos clientes e desenvolver seus trabalhos sem custo fixo algum. Caso eles ganhem a concorrência criativa, eles recebem. Isso gera uma estrutura de custos muito baixa, aumenta em muito a variedade de opções que o cliente receberá e torna o negócio muito mais escalonável. Fora isso, os próprios designers se tornam advogados da marca e a divulgam em seus blogs, faculdades e networking em geral. Os benefícios se refletem no financeiro da empresa e em benefícios para os clientes. Vamos analisar a Curva de Valor:

Curva de Valor da We Do Logos por LUZ Loja de Consultoria

O crowdsourcing é relativamente novo e vem causando inovações disruptivas no mercado. O termo vem de duas palavras inglesas: crowd (público ou massa) e source (fonte). Isto é, o público ou a massa fornece seu conhecimento técnico e tempo para a empresa. Vamos analisar esse modelo:

Modelo de Negócios Inovador da We Do Logos Desenvolvido por LUZ Loja de Consultoria

Vocês devem ter reparado que tanto as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) quanto os designers são clientes e também responsáveis por parte da oferta de valor! Esse modelo também é chamado de Open Source Business Model. O maior trabalho da We Do Logos é conectar ambos os clientes através de uma plataforma tecnológica! Fantástico, não? Se quiser conhecer outro excelente exemplo de Open Souce Business Model, visite a Innocentive!

Se quiser entender ainda melhor a We Do Logos, veja notícias já publicadas em programas de TV como o Mundo S.A. da Globo News, em jornais como Valor Econômico e Brasil Econômico e em revistas especializadas como Pequenas Empresas Grandes Negócios e Exame PME.

E você, curtiu esse modelo? Contrataria os serviços de design oferecidos assim? E que outros tipos de negócio você imagina utilizando o  crowdsourcing? Comente conosco! Compartilhe!

p.s.: Esse não é um post pago, nem patrocinado! Publicamos modelos inovadores nos quais acreditamos! Por isso, se a sua empresa possui um modelo de negócios inovador, mande para nós! Você corre o risco de vê-lo publicado aqui! ;)

 

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Comentários

  • parabens pelo blog! queria saber o que acontece se eu não gostar de nenhum projeto? recebo meu dinheiro de volta em quanto tempo? será que o mesmo modelo não pode ser utilizado para outras partes de marketing? como criaçao do nome de empresas, criação de frases, etc? não sei se o wedologos faz isso tb ou se eles são focados apenas em designs.

    abs amigos

    Postado em 13/06/2011 por Matias Andrade

  • Oi Matias, obrigado pelo elogio ao blog! Não sabemos mais detalhes, mas garantimos que se você entrar no site da We Do Logos encontrará mais informações sobre a devolução. Sem dúvida, esse é um tipo de negócio que dá para ser usado em outros vários serviços, não apenas de marketing. Mas acho que, por enquanto, eles só são focados em design mesmo. Abraços!

    Postado em 13/06/2011 por Daniel Pereira

  • Já tinha visto reportagem no Mundo S/A sobre eles. Genial. Muito bom vcs trazerem à tona, pois é útil, prático e bom preço.

    Cordialmente

    Cláudio Meireles

    Postado em 13/06/2011 por Cláudio L Meireles

  • Valeu, Claudio! Qualquer boa idéia, brasileira ou não, merece destaque aqui na nossa análise semanal de modelos de negócio e curva de valor! Abraços!

    Postado em 13/06/2011 por Daniel Pereira

  • O we do logos é uma cópia do seu co-irmão, o http://99designs.com/

    Acredito que, preenchendo o briefing, devem aparecer designs mais interessantes do que no site brasileiro.

    att,

    Postado em 13/06/2011 por Rick Daniel

  • Como profissional de Comunicação e sócia de agência, chego a ficar chateada com esse tipo de negócio. Uma logomarca deve ser coerente com uma identidade visual e esse tipo de trabalho é estratégico. Não pode ser barganhado, feito sem planejamento e relacionamento sólido entre designer e cliente. Nem acredito que vínculos trabalhistas sejam desvantagem para os profissionais e a área, independente de se tratar de CLT ou PJ. Grande, média ou pequena, podendo pagar mais ou menos, os clientes merecem um trabalho consistente, que vai além de impressões. Mas parabenizo o blog por dividir conosco essas iniciativas, que refletem tendências e traz à tona discussões importantes.

    Postado em 13/06/2011 por Fernanda Radtke

  • Oi Rick, exatamente! A We Do Logos é inspirada na 99desings que foi pioneira nesse modelo de crowdsourcing de serviços de deisgn! Porém, a barreira da língua e o valor mais caro da 99design faz com que o serviço da We Do Logos seja diferenciado para o público brasileiro! Abraços!

    Postado em 13/06/2011 por Daniel Pereira

  • Oi Fernanda! Não é necessário ficar chateada, existem públicos para todos os perfis de agência / qualidade de serviço. Existe muito espaço para vocês se diferenciarem, basta pensar em novos modelos! Obrigado pelo elogio ao blog! Abraços!

    Postado em 13/06/2011 por Daniel Pereira

  • Parabéns pelo blog, tem muita informação boa. Mas quero fazer uma crítica construtiva. Quando as pessoas falam em design acham apenas que é um carinha que faz o desenho, veja bem, esse carinha que faz o desenho é um operador, um assistente de arte ou qualquer outra definição que existe no mercado.
    O design hoje em dia é muito mais do que isso, no WeDoLogos você apenas contrata micreiros que sabem desenhar bem, praticamente você irá contratar uma pessoa que vai transformar alguns dados que você passa para um símbolo, mas o DNA de sua marca muitas vezes nem o próprio dono da empresa sabe qual é, nesse caso é onde entra o verdadeiro designer, o carinha que vai pesquisar, buscar informações, resolver problemas de comunicação e gerar a verdadeira identidade e revelar a alma de sua empresa.

    Nesse link mostra um pouco o que um designer faz, o desenho é apenas o final do processo.
    http://g1.globo.com/videos/globo-news/mundo-sa/v/empresas-adotam-nova-abordagem-para-entender-desejos-do-consumidor/1448088/#/Todos%20os%20V%C3%ADdeos/page/2

    Nesse outro vai totalmente contra o que esse site WeDoLogos faz, mostra muito bem o processo criativa de uma marca, lembrando que todos atributos de uma marca não é o que o dono acha e sim através de pesquisas e investigação.

    http://www.youtube.com/watch?v=CHYxFzxKesA

    Só mais uma coisa. Logomarca não existe, é uma palavra inventada por algum alienígena que quiz falar difícil. O correto é logotipo, que é a representação gráfica da marca.

    Concluindo, se você quer apenas um símbolo bonitinho, vai para o esse site WeDoLogos, se quiser realmente um trabalho onde você criará uma marca, contrate um designer com foco em Branding.

    Estou me especializando em pequenas e médias empresas na construção de marcas utilizando todos esses conceitos de criação com metodologia de branding com um preço muito acessível, ainda é caro em relação a esse site, mas muito mais em conta do que uma agência.

    Espero ter contribuído com esse excelente blog e tirado alguma dúvidas.

    Abs

    Marcelo

    Postado em 14/06/2011 por Marcelo

  • Oi Marcelo! Obrigado pelo elogio ao blog e pelo compartilhamento de informações em seu comentário! Realmente, o modelo de crowdsourcing de logotipos (usando o termo correto, segundo você ;) ) é bastante polêmico. Mas acho que é importante entendermos que existem diferentes perfis de cliente, gerando diferentes necessidades e mercados. Todos sabemos que existem pontos positivos e pontos negativos, sempre, em qualquer uma das opções. Basta ver como tem gente que se satisfaz com canetas bic, gente que se satisfaz com canetas uni-ball e gente que só se satisfaz com mont blanc. Qualidade, preço, etc. podem se combinar em uma infinidade de opções gerando milhares de modelos de negócios diferentes.

    Postado em 14/06/2011 por Daniel Pereira

  • Daniel, Marcelo e Fernanda, me permitam entrar nessa discussão porque acho muito relevante!

    Fico muito feliz de ver 2 designers na briga para mostrar o valor do seu trabalho. De fato a LUZ apoia e bate nessa tecla diariamente com seus clientes!

    Trabalhamos muito próximo a vocês e já tivemos discussões calorosas sobre o método utilizado pelo 99 Designs, WeDoLogos, Crowdspring e outros.

    Meu comentário é sobre meu posicionamento no assunto:

    Como o Daniel falou muito bem na questão das canetas, em qualquer segmento o primeiro passo quando pensando no seu modelo de negócio é encaixar o produto no mercado. Durante séculos, padeiros, jornaleiros, contadores, mecânicas e outros não tiveram acesso aos benefícios do design e da criação e manutenção de um conceito para a marca. A tecnologia permitiu esse modelo de negócios que atende esse público que tinha uma demanda muito reprimida, e obviamente trás seus lados negativos.

    O que eu acho legal é que ao longo do tempo o mesmo padeiro ou jornaleiro que comprou a logo por R$300,00 verá o impacto que isto gerou na sua marca, e em um pequeno espaço de tempo poderá superar seu ceticismo com relação a esse investimento e contratar profissionais que atendam segundo os modelos que vocês definiram muito bem.

    O importante é entender que esse público não tem dinheiro ou não dá valor o bastante para investir mais, por isso a WeDoLogos vem como uma facilitadora com uma missão muito alinhada com a nossa de tornar conhecimentos e ferramentas acessíveis ao micro e pequenos empresários através da inovação. É uma democratização do design, não a morte.

    Conclusão: vejo eles como a entrada do Micro e Pequeno Empresário no mundo do design e não um substituto aos designers como vocês, que terão cada vez mais espaço para moldar o mundo!

    Grande abraço e voltem sempre!

    Postado em 14/06/2011 por Guilherme Lito

  • Realmente tem espaço para todo mundo, para mim o único problema é a commoditização da palavra design e do profissional designer.
    Um designer, vai gerar o devido valor agregado em seu produto ou serviço e fazer o correto posicionamento da marca no mercado. O trabalho do designer hoje em dia é mais gerencial do que de criação em si.
    Esse exemplo das canetas é interessante, o empresário quer ter lucro, imagina a marca Bic querer vender uma caneta de luxo? Não daria certo, porque o posicionamento da marca é fazer canetas simples e útil em qualquer situação.
    A funcinalidade é a mesma para ambas, escrever, mas a Mont Blanc tem tanto valor agregado que é vendida a 3000 reais enquanto a bic por 2 reais.
    Ai não importa se o logotipo é bonito, feio, redondo ou quadrado, o importante é o posicionamento da marca. E isso pode ser feito em qualquer tipo de serviço ou produto, para todos os tipos de público.
    O valor do serviço de um designer vai depender do tamanho da empresa, quanto menor a empresa, menor o valor.
    Por isso, muitas vezes só fazer um logo bonitinho não irá resolver nada.
    O Designer faz muito mais do que um logotipo, faz estratégia e transforma o intangível para melhorar o posicionamento da marca, tendo um real impacto para a marca, gerendo mais lucros.

    Postado em 14/06/2011 por Marcelo

  • Lito, perfeito seu comentário! E Marcelo, realmente a palavra design vem ganhando diferentes interpretações e o que eu vejo melhor descreve o que você preza é o conceito de branding. Certo?

    Postado em 14/06/2011 por Daniel Pereira

  • Isso mesmo Daniel, hoje em dia o designer tem que pensar não só na parte de criação visual, temos que agregar valor em nosso próprio serviço que é entregar além da parte visual, o desenvolvimento de um planejamento estratégico de comunicação. Como aprendi no MBA em Branding, a criatividade e inovação está no processo todo de análise, investigação e pesquisa, é onde você irá descobrir as oportunidades para chegar em algo inovador e criativo, e não simplesmente sentar na frente do micro e sair desenhando.

    Postado em 14/06/2011 por Marcelo

  • Esse modelo de “feira de logos” é de uma ignorância tremenda. Deixa-se para trás, branding, bench-marking, estudos de marketing, pesquisa iconográfica e uma série de outras coisas para optar por uma marca “bonitinha” e “enfeitada” que não fala nada sobre a empresa.
    E para concluir o erro, esse modelo ainda traz a decisão final entre dezenas de “logos” para o cliente, que provavelmente não tem formação para fazer tal análise.
    O resultado é que o cliente acaba com uma marca sem significado, superficial, sem uma linha de comunicação, feita por estudantes ou amadores. Ou seja, no fim o barato sai caro.

    Postado em 15/06/2011 por Delvair

  • Oi Delvair, tudo bem? Realmente, é um modelo polêmico e que tem seus problemas. Mas, conforme o Guilherme Lito comentou, essa é uma boa porta de entrada para que os micro e pequenos empresários que acham caro o serviço das agências comecem a se interessar pelo assunto e possam, no futuro, contratar serviços mais completos. Abraços e obrigado pelo comentário!

    Postado em 15/06/2011 por Daniel Pereira

  • Caros,

    Gostaria de acrescentar uma colocação: Acredito que a discussão quanto à We do Logos vá além de orgulhos feridos e nichos de mercado.

    O designer gráfico sério é regido pelas normas da ADG (Associação dos Designers Gráficos), cujo regulamento é claro: é considerado ANTIÉTICO e ANTIPROFISSIONAL realizar concorrência não remunerada.

    Fazendo uma comparação “simplória”, recorrer a esse tipo de serviço seria como ir a 20 médicos pedir uma opinião profissional e apenas pagar pelo tempo daquele que lhe respondeu o que você esperava ouvir.

    Veja bem: o que você queria ouvir não significa necessariamente a resposta correta. O mesmo ocorre com o design. Soluções de design são soluções profissionais, e não palpites estéticos sobre a sua imagem.

    Com todo respeito ao Blog da Luz, que admiro, acho lamentável a existência desse tipo de negócio e mais ainda a exaltação deste no meio empresarial.

    Abçs,

    Germano

    Postado em 15/06/2011 por Germano

  • Oi Germano, tudo bem? Realmente, esse é o nosso post mais popular até agora! Não tenho conhecimento quanto às normas da ADG, mas acho que é válido entendermos que em outros países essa restrição não existe e é muito comum em outros mercados como, por exemplo, o de arquitetura e das agências de publicidade (é assim que se ganham as grandes contas).

    Gostaria também de dizer que os benefícios não são resritos apenas aos micro e pequenos empresários que contratam o serviço, mas também para novos designers que tem dificuldade de conquistar os primeiros clientes e começar a criar um portfolio. O quanto benéfico isso não é para o mercado? Um outro ponto interessante é que, conversando com a equipe da We Do Logos, fiquei sabendo que existem designers de alto garbarito e com bastante experiência que estão lá cadastrados, mas só pegam projetos acima de R$ 2.000,00. Enfim, acho que é uma plataforma democrática e esse é o ponto analisado neste post: o modelo de crowdsourcing.

    Apesar de We Do Logos ter sido o exemplo principal, também citamos casos como da innocentive que une cientistas a grandes empresas.

    O mundo é assim, evolui e traz novidades nem sempre agradáveis aos profissionais, empresas ou orgãos regulamentadores. Foi assim com o mp3 e a indústria da música, será assim com muitas outras. ;)

    Grande Abraço!

    Postado em 15/06/2011 por Daniel Pereira

  • Gente, isso é uma realidade do mercado. Eu acho muito inocente pensar que isso é antiético. Se a pessoa se submete a entrar nessa concorrência, é porque considera vantajoso! E eu já vi agências conceituadas criarem logomarcas horríveis, como a da nossa Copa do Mundo, o que amplia a discussão. O orgulho ferido de muitos designers não os permite ver que, na verdade, dá pra aprender Branding até pela internet. Se vai dar resultado ou não, não depende totalmente do conhecimento, embora em boa parte dependa sim, mas nada substitui o talento.

    E uma empresa de renome nunca vai pedir a We Do Logos uma logomarca, até pela responsabilidade que estará envolvida. Acho o We Do Logos um ambiente super democrático para designers em início de carreira.

    Postado em 16/06/2011 por Danielle

  • É isso aí, Danielle!!! Precisamos ter nossa mente aberta e enxergar que se trata de uma evolução no mercado que temos que aproveitar para surfar junto ou buscar uma maior diferenciação! Obrigado pelo seu comentário!

    Postado em 16/06/2011 por Daniel Pereira

  • Acho muito boa esta discussão em torno do conhecimento e do valor do trabalho do designer. Mas, principalmente para quem está no interior, é quase utópico pensar no trabalho de desenvolvimento de logomarca com toda esta pesquisa, branding e outros estudos que deveriam existir. No entanto, na prática, em muitos lugares, o que existe é a contratação de agências para o desenvolvimento de logomarcas e quem realmente faz o trabalho são micreiros, inclusive copiando logos utilizadas em outros países. Ficaria muito feliz se todo o trabalho que envolve o desenvolvimento (palavra muito mais ampla que criação) fosse realmente realizado como deveria em todas as agências de publicidade e estúdios de design mundo afora.
    Abs
    Andressa

    Postado em 06/07/2011 por Andressa Fabris

  • É isso aí, Andressa! Existem muitos bons designers no interior do Brasil que não tem acesso a uma boa quantidade de clientes e muitas empresas que usam os serviços para vender logomarcas caras! Obrigado pelo seu comentário!

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  • Este modelo é a falência da qualidade. Vejam o caso do sistema particular de saúde. Quanto mais você paga melhor é atendido, melhor é o serviço, até que os anos se passam e a concorrência aumenta e o que acontece com a qualidade dos serviços, cai absurdamente. É por causa de modelos como esse, que hoje tudo se leiloa e o valor e a qualidade dos serviços se perdem nesta babel de um consumismo nada consciente. Uma boa logo não se faz com distanciamento. Uma boa logo é uma arte de alto valor comunicativo e sintetizados, a marca que evoca o negócio e também o vende. Isso tudo não cabe num leilão, mas na aproximação entre o profissional gabaritado e a empresa. Onde o primeiro mergulha na Natureza do empreendimento podendo representá-lo com a singularidade que um modelo de leilão de designers (onde muitos não o são), jamais pode alcançar. Como designer de formação e vivência jamais apoiaria um tal negócio. Este é o tipo de ‘progresso’ que mais desconstrói valores do que os contempla. Vide o exemplo citado acima, dos planos de saúde um sistema falido que hoje cobra fortunas de seus clientes e não cobre boa parte do que anuncia. Designer de verdade não se leiloa. Profissional de verdade não se ilude com a ilusão de um Mercado disputado, corrido e nada inteligente, um Mercado que apenas sacia a necessidade do cafetão que montou um tal sistema. Este é um modelo pobre do hipercapitalísmo, que desvaloriza o profissional as raias da sua miséria e deveria ser reavaliado, reconstruído, adaptado – no mínimo, ou mesmo extinto caso contrário a prática poderá deturpar irremediavelmente o real alcance, o valor de uma arte séria cuja a função é comunicar e projetar. Ao contrário disso o que estes leilões produzem são artes de baixo nível e pouco alcance.

    Postado em 08/01/2012 por Guilherme David

  • Hoje chamam de inovação do Mercado um progresso que nada mais é do que um redemoinho do pensamento de baixo alcance. Falta a esta geração Y e seus correlatos, substância de vida, distanciamento e humildade para entender que possuem uma função sim no Mercado, mas que esta não está lá no topo da mesma. Chega de nerds criadores de falsos mundos, mundos virtuais onde identidades se perdem numa ilusão de velocidade e soberania que a História já nos revelou no que dá.. Num idela absolutísta que é fato ultrapassado na vivência do Humano. O que de melhor veio dos novos tempos chama-se Economia Criativa e esta valoriza o profissional por que desafia a sua Humanidade. E ser humano a partir daí é reconhecer a valor de todos, cada qual em sua área de atuação, é olhar nos olhos enquanto negocia, ainda que pela webcam. Significa acabar com estes intermediários que apenas usurpam e se aproveitam de fissuras ou má estruturação de nossas políticas de trabalho e vida. Agora acham que os leilões são a galinha dos ovos de ouro!! São péssimos serviços, valeria à pena que experimentassem antes de falar do que não vivenciam. No caso do design, antes porém precisam entender do que se trata. O que é realmente uma logo e tudo o mais. Do contrário fica fácil entender por que entram nessa loucura de leilão – a ignorância comanda a atuação. Vendem literalmente, gato por lebre, mas se quem compra também desconhece o assunto, está tudo ‘em casa’. Pena que tal atuação em massa deturpa o verdadeiro sentido do design.

    Olha, realmente fico estarrecido com o que acontece. Uma pena mesmo por que muita coisa boa pode ser deturpada no meio deste processo. Trabalho a anos comodesigner e sou também piloto de avião. Através destas duas paixões projetei alguns aviões de pequeno porte e muitos brinquedos. Há poucos anos abri uma empresa e tenho parceiros da geração Y trabalhando no exterior para onde nossos produtos estão sendo cada vez mais incorporados. Sei do valor desta galera, mas há que se ter um pingo de bomsenso e valorizar também a experiência de gente como eu e gente mais velha ainda que está no mercado a muito mais tempo. O problema destas novas filosofias é a cegueira, que projeta nos jovens frustrações fazendo destes super-heróis, pessoas sem humildade, prepotentes. Perde-se com isso a força da união dos opostos complementares (razão, emoção, experiência e jovialidade/impulso criativo)

    Postado em 08/01/2012 por Guilherme David

  • Fiz uma entrevista com o Gustavo, CEO do WeDoLogos. Fica aí o vídeo pra quem quiser. Abs.

    http://papodestartup.com.br/post/16111353451/galera-ta-ai-a-entrevista-que-fiz-com-gustavo

    Postado em 24/01/2012 por Eduardo Ferreira

  • Irado! Valeu pela dica!

    Postado em 24/01/2012 por Daniel Pereira

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