BLOG > A Doença das Startups Brasileiras

   
15
fev

A Doença das Startups Brasileiras

Postado em 15 de fevereiro de 2012 por Guilherme Lito

Dia após dia vemos mais eventos e grupos sendo formados para discutir “empreendedorismo”, “startups” e derivados.

 

Alguns são mais técnicos, outros esbanjam um perfil mais “motivador”/auto-ajuda empresarial, muitos tem grande valor, mas a grande maioria está caindo numa mesmice incrível, que na minha visão é um tiro no pé dessa comunidade.

 

Basicamente o que está acontecendo é que o ecossistema empreendedor online brasileiro está se tornando filosófico, teórico, cheio de termos bonitos, discussões muito (ir)relevantes e pouquíssima ação útil. Em poucas palavras, um sistema paralisado. Tendo em vista o ambiente cada vez mais dinâmico no qual vivemos e o “mercado híper competitivo”, esse nosso ritmo Socrático é, na minha opinião, a maior doença que aflige nosso mercado hoje. A chamei de Socratite.

 

Dividi em 2 pontos o que acho que é mais crítico e que nós, da comunidade empreendedora online do Brasil (que é apenas uma pequena parcela do total de empreendedores) temos que ficar atentos:

 

1. Saber é fazer

 

“Suas atitudes falam tão alto que eu não ouço o que vc diz”

Ralph Emerson

 

Lean Startup, Customer Development, Agile Development, Business model. É lindo encher a boca para falar isso, né? É glamuroso chegar para os amigos no bar e falar que está desenvolvendo seu canvas para embarcar num processo de cust dev e depois fazer iterações no modelo. Mas….

 

No final do dia, o que você fez de útil com esses termos? O conceito é legal, os exercícios, imprescindíveis, mas gasta-se mais tempo com as ferramentas do que empreendendo de fato! Já vi inúmeros empreendedores mudarem seus negócios (ou modelo de negócios) 30 vezes antes mesmo de falar com um cliente. Tem nome para isso? Claro! É lindo. Eles “pivotam” sem nem conversar com um cliente, só porque a mãe falou que não achava legal. Aí não tem teoria que dê certo, né?

 

2. A vida não é um mar de rosas

 

 

Ou como diria minha mãe, “Quer moleza? Senta no pudim!”

 

Entenda o seguinte:

 

a. Por melhor que seja sua ideia, ela não vale um centavo. É isso mesmo, ideias são totalmente sem valor enquanto não são nada concreto. De ideias e boas intenções, o mundo está cheio, mas e daí?!

 

b. Empreender não é ter o salário garantido por um investidor. Doa quanto doer, o mundo nunca se propôs a ser justo, portanto se você não tem dinheiro para sustentar os primeiros dias de sua empresa, empreenda enquanto ainda empregado, tenha uma ideia mais barata de negócio que vai permitir que essa outra aconteça, encontre muitos parceiros de negócio que te ajudarão, consiga lançar algo amanhã, etc. Mas não ande por aí choramingando que investidor não quer te dar dinheiro. Nem ele nem o negócio dele tem a ver com sua situação. Como diriam por aí. “Quem quer rir, tem que fazer rir.”

 


 

É claro que dinheiro é importante e é claro que investidor tem seu papel, mas ficar em casa planejando ou trocando sua estratégia esperando um investidor chegar é a pior coisa (e mais cara) que você pode fazer. Ou seja, aja como se a empresa já existisse antes de ganhar salário de investidor e vê o que acontece.

 

c. TEM QUE RALAR. Você escolhe seu horário de trabalho, salário, manda e desmanda, legal, né?! Mas tem que ralar o triplo. Aceite esse fato. E rale em coisas úteis. Lembre-se, quanto mais próxima do cliente for sua ação, mais provável sua relevância.

 

Resumindo, se você não tem nada, não ache que tem valor, assuma a responsabilidade por fazer as coisas acontecerem, independente da sua situação ou desista logo e trabalhe, trabalhe e trabalhe!

 

Essa questão de tecnologia ser escalável, de vermos pessoas milionárias aos 20 e poucos e todo o hype feito em cima de startups fez com que nós acreditemos que somos maiores do que de fato somos. É, de fato, um ambiente muito sedutor! Fala-se de muito dinheiro, de vida boa, é descontraído, tem cerveja para todo lado, mas lembre que no Brasil são pouquíssimos os casos de sucesso, as Startups falham e falham feio e recorrentemente e, apesar de estar escrito sócio-diretor no seu cartão, se você não tem nada, você não é sócio-diretor de nada!

 

Surpresa!

 

Como sempre, gostamos de dar bons exemplos para inspirar e basicamente mostrar aonde é o gol, para onde deveríamos estar chutando e não apenas dar uma de crítico.

 

Hoje vou mostrar dois casos de empreendedorismo contemporâneo na sua essência de redução de riscos e agilidade na ação para maximizar as chances de acerto, que é basicamente o que a maioria dos métodos modernos pregam (com nomes mais bonitos). Vale lembrar que essa galera nunca leu as nossas teorias e nem se beneficiam de frameworks ou processos de desenvolvimento de negócios:

 

1. Vegetê – Hamburger de Aveia

 

Esse exemplo é simplesmente LINDO. Estava curtindo um show na Lapa na quarta à noite com amigos quando encontrei esse casal:

 

 

Quer abrir um restaurante de sanduíches vegetarianos muito legal num lugar no Rio? Ótimo! Por onde você começará? Plano de negócios? Projeções financeiras? Procurar um local “bom e barato” para alugar? Não!

 

Você vai fazer uma logo interessante, colar num pedaço de pau, pegar um isopor, botar 10 sanduíches de apenas 2 sabores diferentes dentro e rodar a cidade tentando vender!

 

Além de gente boníssimas, esses dois mostram o que é botar o pé no chão e, de fato EMPREENDER, no verdadeiro sentido da palavra, que é ligado a ação.

 

Um case já mencionado por aqui que seguiu um caminho parecido é o Hareburger, que já está até com uma lojinha no Arpoador, Rio de Janeiro!

 

2. Ateliê Inbox

Marianne estava se formando em arquitetura quando resolveu fazer um e-commerce para vender produtos artesanais que fazia com a mãe. Quando o projeto final da faculdade apertou sua agenda, desistiu da loja online mas manteve o blog para “continuar dando dicas de arquitetura, decoração, diy (faça você mesmo), etc. Tudo começou despretensiosamente, como um hobby, e hoje em dia já virou site de fato, com alguns projetos bem maneiros de decoração e consultoria, além de várias parcerias.”

 

O e-commerce foi feito pelo irmão que conciliou o trabalho em uma grande empresa com o desenvolvimento e lançou a primeira versão em…. chuta!

 

2 meses! E isso porque eles não ouviram falar de lean, MVP (mínimo produto viável) e etc, ele tinha um emprego full-time e morava em outro estado..

 

Boa!! Mais um ótimo exemplo de alguém que fala menos e faz mais! E digo mais, fui proibido de divulgar, mas ela está prestes a dar mais um grande passo para frente. E tudo isso devido à dedicação e trabalho sério, a baixíssimo custo.

 

Conclusão:

Sim, há negócios que demoram mais e outros que demoram menos, há negócios mais caros e mais baratos, etc, etc. Agora você pode interpretar o que leu de duas formas: (1) esse cara é um idiota que acha que entende do meu negócio ou (2) tá, eu estou ralando para ser enxuto e agir, mas será que consigo simplificar um pouco mais, sair das teorias e discussões e botar algo na RUA hoje?

 

Vamo que vamo galera! Corte feature do seu software, tira módulo do sistema, faz uma barraquinha ao invés de loja, fan page ao invés de site, powerpoint ao invés de protótipo, vende algo que ainda não existe, encontre uma solução e saia do paradigma do “preciso de investidor!”

 

Vale uma observação: é óbvio que existe muita gente falando coisa boa online, usando as comunidades para se educar, dar feedback para os outros, testar seus conceitos de uma forma útil, etc, mas uma boa parcela precisa ler isso, por isso compartilhe!

 

Saiam do prédio!!! Estamos de olho em vocês, eim!

Abs e até a próxima!

 

Outros Posts que Podem te Interessar:

  1. Morte aos eventos para startups (como os conhecemos)!
  2. O mundo não é só digital! O que aconteceria se ao invés de startups, criassemos padarias inovadoras?
  3. Design Thinking para Startups

Comentários

  • Mais uma vez, meus parabéns!! Acho que tem muita gente precisando ouvir isso!
    grande abs

    Postado em 15/02/2012 por Thiago Fontes

  • Post GENIAL, Lito! Muito se fala, mas pouco se cria. Esse é o cenário atual da comunidade de startups no Brasil. Seu post pode ajudar muita gente. Abração.

    Postado em 15/02/2012 por Roberto Riccio

  • Perfeito esse artigo. Favoritado!

    Postado em 15/02/2012 por Renan Caixeiro

  • Olá senhores,

    Muito obrigado! Vamos meter a mão na massa e fazer com que os filósofos entendam o que é, de fato, make things happen!

    GERAÇÃO EMPREENDEDORA, EXECUTAR!!!

    Postado em 15/02/2012 por Guilherme Lito

  • Mais um post MUITO BOM, Lito!

    Parabéns…

    Postado em 15/02/2012 por Alex

  • Lito, partilho de grande parte da opinião exposta no post. Complementando o que você diz sobre botar a cara a tapa e fazer acontecer ao invés de buscar investidor, algo que eu tenho visto é que o próprio sistema está direcionando os empreendedores a isso.

    Veja os inúmeros “concursos” de startups por aí. A maioria, ao oferecer para as startups premiações, direcionam o foco dos empreendedores para o concurso propriamente dito, para montar um boa apresentação e um bom discurso para convencer a banca.

    O Startup Weekend, por exemplo, por mais que exista o pitch e um quê de concurso, foca principalmente no desenvolvimento do modelo de negócios, na pesquisa de mercado e criação de protótipo. Afinal, são apenas 48h. Se o cara não botar a mão na massa, tchau!

    Sinceramente, eu ainda não li os livros sobre Lean Startup, Modelagem de Negócios ou Customer Development. Há tanto material mastigado sobre esses temas que me pergunto se realmente preciso “gastar” o meu tempo lendo e aprendendo sobre essas metodologias. Apesar de estar empreendendo “oficialmente” há cerca de 2 anos, levei muita porrada nos primeiros meses. Mesmo assim, ainda estou aprendendo sobre o meu cliente, o mercado e o negócio em si. Já pivotei, como os caras costumam dizer, inúmeras vezes.

    Muita gente me pergunta o que precisa aprender pra empreender: claro que estudar é importante, mas nada te ensina mais sobre empreendedorismo do que meter a mão na massa, botar a cara a tapa, conversar com o clientes e tentar entender a sua dor, buscar parcerias.

    Claro que é importante se planejar, montar um plano de negócios pra que você tenha um norte ou uma visão mais clara sobre o negócio, até mesmo pra não sair fazendo qq coisa, mas mão-na-massa com um bom acompanhamento já é suficiente pra empreender de forma enxuta.

    Pra finalizar e não me estender tanto, eu sou muito fã dos vendedores ambulantes. Acho que qualquer empreendedor deveria observá-los e entender como eles conseguem vender tanto. Tem um cara aqui perto do escritório que vende umas frutas estranhas e eu sempre me pergunto: será que ele consegue vendê-las? Provavelmente sim, porque já estou aqui há 6 meses e o cara continua lá. Maior exemplo de perseverança do que esses caras não há.

    Postado em 15/02/2012 por Cadu de Castro Alves

  • Fala Cadu,

    Muito obrigado pelo comentário! Achei muito completo e responderei em partes:

    1. Não acho que vale a pena ler boa parte dos livros (como o próprio Lean Startup), mas 4 steps e Business model são bem legais, se quiser te empresto :)
    2. Concordo plenamente contigo, a gente se questiona muito aqui na LUZ se empreendedorismo, de fato, se ensina. Muitas faculdades dão aula de empreendedorismo, eu inclusive sou “formado” nisso, mas what the hell isso quer dizer? Muita gente formada que nem eu está hoje trabalhando em empresas burocráticas batendo ponto.
    3. Por fim, muito bom acompanhar os vendedores ambulantes, né? Sem desmerecer nós, empreendedores “de grife”, esses caras que são os verdadeiros batalhadores e que nos inspiram tanto. Que bom que estamos alinhados nisso também.

    Bom, se quiser os livros, me peça que te empresto!

    Abs

    Postado em 15/02/2012 por Guilherme Lito

  • Respostas…

    1. Eu aceito, principalmente o 4 steps. Comprei um livro sobre Coworking, “Working in the Unoffice”, sem versão em português. Vou terminar de ler durante o Carnaval e posso “trocar” pela 4 steps, que tal?

    2. Não vou questionar a qualidade das faculdades de empreendedorismo, mas no curso que eu faço, Engenharia, foi uma experiência ruim. Ao invés de estimular os alunos a “empreenderem”, o professor nos deu trabalhos envolvendo montagem de plano de negócios e entrevistas com empreendedores. Isso não ensina nada a respeito.

    3. Cara, eu sou FASCINADO por ambulantes e a forma como se viram por aí. Vendedores de praia, por exemplo, são mestres no improviso, sem contar que ralam pra caramba, né? Não quero desmerecer o meu esforço ou o seu, mas esses caras, que normalmente tem muito menos instrução do que nós, são realmente grandes exemplos de como se virar e meter a mão-na-massa.

    Após o Carnaval, vou marcar uma visita a LUZ, que confesso que estou realmente devendo, e aí trocamos os livros. =)

    Valeu pelo espaço e pelo papo!

    Postado em 15/02/2012 por Cadu de Castro Alves

  • Ótimo post, mais um ponto pra Luz por sempre fazer com que seus leitores coloquem os pés no chão!

    Certamente há uma clara hype em querer ser empreendedor. Mas até que ponto isso surge por vislumbrar uma boa vida? Ser seu próprio chefe, definir os próprios horários, “cerveja, choppinho e cerveja”, etc…

    Ser incentivado pela qualidade de vida é extremamente válido, mas a banda, infelizmente, não toca dessa forma. Muitos desconsideram o excesso de trabalho da equação – o que, se você está/estará fazendo o que realmente gosta, não é/será um problema.

    Além disso, ótimos exemplos de DIY! O que esperamos de um cheese-burguer? Que seja extremamente gostoso, suculento, encha o bucho, venha com muito queijo e uma saladinha pra refrescar. Pois é, quando encontrei o Vegetê em um evento ao ar livre fiquei receoso, nunca me agradaram os vegetarianos, pois sou fã de um churrasco! Mas fiquei tão apaixonado pelo logotipo (um hambúrguer de bigode com o texto embaixo “Desde 2012”!!!) que precisei provar um… SURREAL! Ele não só cumpre todas as funções que você espera de um hambúrguer, como também poupa a barriguinha!

    Postado em 15/02/2012 por Matias Andrade

  • pois, é!

    Postado em 16/02/2012 por sergio venuto

  • Excelente post. Os empreendedores precisam ler isso. Essa é a realidade daqueles que vão colocar o seu projeto pra acontecer.

    Postado em 16/02/2012 por Jáder Melilo

  • Instigação interessante, mas eu acho que nao podemos esquecer alguns pontos. Concordo que o excesso de termos e “modelos” está desgastando e tornando muito simplório o que diz respeito ao fazer empreendedor. Percebo isso nitidamente trabalhando em uma startup e vendo o quanto é diferente os modelos que se faz de quando seu projeto está na rua.

    Porém, nao podemos deixar de lado a teoria. Quando eu falo teoria, nao me refiro a Steve Blank nem a Ostenvalder, e sim a Sócrates, Nietzsche, Freud, Foucault e a todos que estudaram o ser humano, à nível de filosofia. Precisamos ser o que o Nietzsche chamava de filósofos de ação, aqueles com vontade de poder (poder no sentido de criar possibilidades). Esses teóricos fundamentam o fazer humano e empreendedor. Sem eles, a ação empreendedora nao se torna transgressora, ativa, inovadora. Temos que lutar contra os extremos.

    O segredo é ter os pés no chão e a cabeça na lua. :)

    Postado em 16/02/2012 por Dorly Neto

  • Ótimo post, mais isso deveria ser fan page do UOL esperança e caminho a seguir. PARABENS

    Postado em 16/02/2012 por ARGEAN ALVES

  • [...] A Doença das Startups Brasileiras [...]

    Postado em 16/02/2012 por Do que é feito o Sucesso? | Blog LUZ Loja de Consultoria

  • Excelente o texto, trabalho em uma incubadora de empresas e percebo que a maioria dos empreendedores precisam abandonar velhos paradigmas (preciso de um investidor, preciso de uma estrutura física para funcionar etc) e trabalhar mais com a realidade. É melhor se deparar com os desafios que o empreendimento poderá enfrentar antes de realmente fazer grandes investimentos, isso diminuiria muito o risco. No entanto, gostaria de ressaltar a importância de desenvolver o Modelo de Negócio e Plano de Negócios para o empreendimento, pois, são fundamentais para o sucesso do negócio.
    Só não vale ficar um longo período de tempo utilizando a desculpa de que está escrevendo o Plano de Negócios, visto que, pode-se fazer a parte prática e desenvolver o plano em paralelo.FICA A DICA…

    Postado em 17/02/2012 por Túlio

  • POxa, gostei muito – parabéns !

    Postado em 17/02/2012 por Fernanda Cunha Athay

  • IMHO essa onda de “empreendedorismo” (aspas de propósito) no Brasil é parte de um processo construtivo.

    5 anos atrás, quando eu comecei, sequer havia uma comunidade brasileira de empreendedores digitais. Aí veio a venda do BuscaPé, o sucesso massivo do Google, o filme do FB, e a coisa começou a engrenar por aqui.

    Com o início deste mercado no Brasil, acho absolutamente normal e aceitável ver muita gente tentando ensinar sem nunca ter feito, seguindo receitas que deram certo nos EUA, escrevendo e tentando organizar comunidades que repetem os ensinamentos de todas as outras comunidades…

    É um processo, e o tempo vai filtrar quem faz de quem fica só falando.

    Textos como este são importantes p/ alertar quem ainda está metido nessa onda de ler, teorizar, “socratizar” e nunca fazer. Parabéns.

    Postado em 19/02/2012 por MarcoGomes (boo-box)

  • Mandou muito Lito!

    Postado em 21/02/2012 por Antonio Cardoso

  • *aflige e, não, “aflinge”.

    Erros de crase também têm sido comuns nos artigos. Pode ser frescura linguística minha, mas esses “descuidos”, ainda que muito comuns na sociedade, me passam uma imagem um pouquinho negativa de quem os comete, considerando minhas expectativas em razão do contexto. No meu caso, (in)conscientemente, esse percepção negativa “contamina” de certa forma o todo e a confiança geral. Falo isso pensando nos empreendimentos novos, que ainda estão construindo sua credibilidade; quando erros de português ocorrem nos negócios maiores, acho que o efeito é pouco mitigado, face ao reconhecido desenvolvimento/sucesso (o que também me leva a refletir, agora, que nem por os cometerem – e desde sempre – deixaram de crescer). Ademais, encaro o bom português como mais um diferencial do empreendimento, ou, roubando a imagem da gamificação, mais um ingrediente do glacê do bolo.

    Expressei minha opinião porque gosto muito do blog!!

    abraços!

    Postado em 21/02/2012 por Pedro Gomes

  • Pessoal, minha visão bate em parte com algumas opiniões daqui. O “mercado” brasileiro de startups é uma mimetização do mercado americano cujas bases são bem diferentes do Brasil logicamente. Não acredito em “Plano de Negócios” preliminares e sim num “Modelo de Negócio” mínimo que viabilize o lucro do empreendimento. Aliás, é fundamental ter uma “POC” ou ainda melhor o produto rodando para depois se fazer o tal plano de negócios. Se houver dinheiro é melhor contratar uma empresa especializada para escrever aquelas palavras bonitas citadas pelo Guilherme Lito com muitos gráficos espetaculosos, isto impressiona! E sim, este modelo deve sofrer adequações à realidade do mercado – obrigatoriamente – para ser factível! A ideia de que empreendedor de startup´s deve ser um jovem recém-formado em faculdades de ponta é restritiva e de alto risco, os horizontes devem se ampliar. A visão dos investidores de que querem uma ideia original beira o ridículo em alguns casos (eles não investiriam no Google e no Facebook, afinal já existiam mecanismos de buscas e redes sociais antes deles). E atenção! Aqui é o Brasil, querer que todo empreendedor se mantenha com recursos próprios até que o empreendimento dê lucro é elitismo! Deve-se perceber o potencial do negócio e contar com o retorno inicial e parte do investimento para manter a equipe do empreendimento sim. Prefira quem empreende com suor e sangue sem demérito dos mais aquinhoados, mas é que comparei na prática aqui em São Paulo como os dois grupos de comportam! Uma sugestão final para aqueles que não querem passar pelo “calvário” de obtenção de investimento para startup´s: consiga um grupo de investidores informais mão-na-massa, ou seja eles investem mas também vendem o “produto” e não ficam sentados em confortáveis escritórios vendo “seus números”. É o poder da colaboração coletiva. Sim, estou de ótimo humor hoje ok? Sucesso a todos!

    Postado em 21/02/2012 por B. Santos

  • Fala Cadu,

    Ótimo comentário! Vamos atualizar esse papo lá na LUZ, nós somos muito fãs de empreendedores ambulantes e afins, de fato servem-nos de exemplo de perseverança, entre outros.

    Até a LUZ!

    Abs,

    Postado em 22/02/2012 por Guilherme Lito

  • Matias,

    Você já comeu Vegetê? Incrível! Que bom que foi confirmado o sucesso do produto!

    Muito obrigado por passar novamente por aqui :)

    Abs,

    Postado em 22/02/2012 por Guilherme Lito

  • Grande Venuto, obrigado pela presença :)

    Jáder e Argean, obrigado comentário, voltem sempre!

    Postado em 22/02/2012 por Guilherme Lito

  • Dorly,

    Concordo PLENAMENTE com você. Nós gostamos muito de Seneca como um professor de empreendedorismo. Recomendo “Da vida feliz”, um ótimo e curto livro.

    O negócio é muito mais soft do que parece, não?!

    Abs!

    Postado em 22/02/2012 por Guilherme Lito

  • Túlio,

    Bom dia, é isso aí! Fico feliz em ver que as próprias incubadoras sentem isso também. Agora é meter a cara e também dar exemplo aos empreendedores!

    Fernanda e Antonio, obrigado! Voltem sempre! :)

    Abs,

    Postado em 22/02/2012 por Guilherme Lito

  • Fala Marco,

    Que honra tê-lo por aqui! De fato é natural (e de certa forma mais seguro) nos agarrarmos a modelos que “já deram certo” e a comunidade demorará um pouco para pegar de jeito.

    Seguimos evangelizando por uma comunidade que fala menos e faz mais!

    Parabéns pelo seu trabalho cara, somos seu fã :)

    Abs,

    Postado em 22/02/2012 por Guilherme Lito

  • Pedro Gomes,

    Acho que você está certíssimo e faço o possível para não cometer essas gafes. Tudo o que posso fazer é lhe agradecer! Já corrigi o erro e se você encontrar outros e quiser me ajudar, sinta-se à vontade. ;)

    Enfim, tentarei ficar ainda mais atento!

    Abs,

    Postado em 22/02/2012 por Guilherme Lito

  • Fala B. Santos,

    Assinei embaixo! A única observação que faço é que, sim, investidores mão na massa são muito mais valiosos, mas vi casos por aí de alguns que usam esse argumento de “vou trabalhar também” apenas como forma de melhorar seu poder de negociação, e quando o negócio sai eles mandam meia dúzia de email e relaxam. Ou seja, o cara é mão na massa? Ótimo! Quais suas responsabilidades?

    Abs!

    Postado em 22/02/2012 por Guilherme Lito

  • Oi Guilherme:

    Meus parabéns !
    Se juntar o texto com os ótimos comentários vale mais que muito workshop de empreendedorismo que anda por aí.
    Quem sabe se juntar um monte loners só com uma pitada de direção (ou de LUZ) não rola algo interessante.
    abs
    Tomas

    Postado em 28/02/2012 por Tomas Stroke

  • Olá Tomas!

    Você está certíssimo, conhecimento a gente gera em rede. Os comentários por aqui normalmente me ensinam e dão pontos de vista muito interessantes. Volte sempre e colabore com seu conhecimento também!

    Vamos juntar os loners todos!

    Forte abs,

    Postado em 28/02/2012 por Guilherme Lito

  • Muito bom artigo, meus parabéns. Tração é o indicador número um do desempenho do negócio, ou seja, número de clientes pagantes crescendo em escala considerável. Mas acho muito válido que os aspirantes a empreender se preparem antes de começar. Isso diminui os riscos e as incertezas, aumentando as chances de sucesso. Depois de começar não é fácil voltar, tem muita luta pela frente. Att. @neigrando

    Postado em 04/03/2012 por Nei Grando

  • Olá Nei!

    Falou e disse. Traction é importantíssimo. Termo, aliás, muito ausente das comunidades mais filosóficas (no sentido ruim da palavra).

    Valeu pelo comentário!

    Abs,

    Postado em 05/03/2012 por Guilherme Lito

  • Belíssimo post Lito. O sacode foi perfeito. Parabéns!

    Postado em 05/03/2012 por Accioli Moda

  • [...] A Doença das Startups Brasileiras [...]

    Postado em 07/03/2012 por Errar é ruim? | Blog LUZ Loja de Consultoria

  • Olá Accioli,

    Obrigado :) seguimos na luta!

    Abs

    Postado em 07/03/2012 por Guilherme Lito

  • Muito bom esse post!

    Postado em 12/04/2012 por saulo cardoso

  • Olá Saulo,

    Obrigado! Continue por aqui que estamos sempre tentando nos superar!

    Forte abs,

    Postado em 12/04/2012 por Guilherme Lito

  • Empreendedorismo tem que ser na base da tijolada.
    Esse lance de ficar esperando por investidor é querer algo em troca sem dar nada.
    Empreender precisa ter o equilíbrio entre o que eu dou e o que eu recebo, sem isso qualquer negócio vai ao chão.

    Excelente post.

    Postado em 18/04/2012 por Julio Lussari

  • Olá Julio,

    É isso aí! Obrigado pelo elogio :)

    Acabo de te enviar um email!

    Abs,

    Postado em 18/04/2012 por Guilherme Lito

  • [...] Num post polêmico que escrevi sobre a Doença das Startups brasileiras, um dos pontos importantes que queria passar era que o mundo nunca se propôs a ser justo, portanto as condições nunca serão as mesmas para todas as partes. No xadrez TUDO é igual. A única diferença é que um começa. No empreendedorismo é bem diferente. Há “acasos”, contatos, e todo um contexto que está fora do controle do empreendedor. [...]

    Postado em 02/05/2012 por As 5 Lições Empreendedoras do Xadrez | Blog LUZ Loja de Consultoria

  • [...] Num post polêmico que escrevi sobre a Doença das Startups brasileiras, um dos pontos importantes que queria passar era que o mundo nunca se propôs a ser justo, portanto as condições nunca serão as mesmas para todas as partes. No xadrez TUDO é igual. A única diferença é que um começa. No empreendedorismo é bem diferente. Há “acasos”, contatos, e todo um contexto que está fora do controle do empreendedor. [...]

    Postado em 06/05/2012 por As 5 Lições Empreendedoras do Xadrez « Plan On Estratégia Empresarial

  • Fantástico Post. Fala muita coisa para quem quer empreender. As técnicas, estudo, kno-how são muito importantes, mas a ação é quem faz o mundo movimentar. Pense, mas aja! Nada vem de graça. Starups como facebook, cadê(lembra?) e etc… é como ganhar na loteria. Não há mágica!

    Postado em 07/05/2012 por Leonardo

  • Fala Leonardo,

    tudo bem? Valeu pelo elogio! :)

    NÃO HÁ MÁGICA! Falou e disse. Forte abs!

    Postado em 08/05/2012 por Guilherme Lito

  • [...] A Doença das Startups Brasileiras [...]

    Postado em 16/05/2012 por Morte aos eventos para startups (como os conhecemos)! | Blog LUZ Loja de Consultoria

Postar comentários

*
*
(Opcional)
*