BLOG > O modelo das ONGs faliu… (o da sua empresa também!)

   
14
set

O modelo das ONGs faliu… (o da sua empresa também!)

Postado em 14 de setembro de 2011 por Guilherme Lito

Hoje exploramos por que todos tem que repensar a forma como fazem negócios (principalmente organizações sem fins lucrativos). O mundo está mudando, o comportamento do consumidor também, e tudo culminará no fim do terceiro setor e dos negócios como os conhecemos.

 

Há anos atrás, definimos regras pelas quais tocaríamos os nossos negócios, acreditando que o mercado competitivo, maximização de lucros e a execução de soluções paleativas para os problemas “periféricos” que geraríamos, fariam de nós um mundo saudável e feliz.

 

 

Doce ilusão…

 

Problemas:

 

1. O mercado competitivo - gerou “grandes avanços” (até isso é discutível) no nosso mundo, mas se tornou a melhor justificativa para demissões em massa, poluição nociva inclusive ao ser humano e empresas se mudando para baratear a mão de obra (leia-se tirar emprego de famílias que dependiam dessas empresas para escravizar crianças na Tailândia que executam o mesmo por 30 vezes a menos).

 

2. A maximização de lucros – praticamente obriga que o empresário trate da pior forma possível o seu funcionário, para que ele possa ter alguma margem. Alguns dizem: “ah, mas isso acelera o desenvolvimento! É como se fosse uma corrida para atender o cliente cada vez melhor e mais barato.” Bom, sim e não. Um bom exemplo é o de lançamento de produtos. A maioria das grandes empresas tem versões mais modernas do seu produto, mas não comercializam porque eles lucrarão mais vendendo o modelo velho por mais tempo. Ou seja, por mais que digam que a competitividade e grana que ganhamos ao trabalhar aumente a inovação, na verdade FREIA! Fora isso, no último post falei e agora repito, incentivos financeiros NÃO FUNCIONAM mais para o mundo atual, cujos problemas são mais complexos do que ver quem consegue produzir mais carros por mês. Por fim, para obter o maior lucro possível, o produto torna-se inacessível para parte da população que poderia consumí-lo, mas nesse modelo não podem. Lembrando que o produto pode ser água potável ou comida, portanto respostas como “azar deles” não cabem.

 

3. Soluções paliativas não funcionam! Infelizmente, as ONGs (e demais instituições sem fins lucrativos) fazem parte do problema e não da solução dos problemas do mundo. Elas tem características muito frágeis, pouca liberdade, um sistema de incentivos incoerente e uma ótima desculpa para as empresas continuarem ferrando com o mundo, afinal a responsabilidade de arrumá-lo é das ONGs.

 


Mas me explica direito, por que o sistema de ONGs não funciona?

 

Por melhor que sejam as suas intenções no mundo de hoje, dinheiro será importante, pois é o que todos consideram “valor”. Em uma empresa, sua receita aumenta se você atende melhor o cliente, lança novos produtos, etc. No terceiro setor, você depende de doações, o que é perigoso se você não está financiando do seu próprio bolso.

Por isso, sua receita não depende inteiramente do seu desempenho, mas de quanto alguém está disposto a te dar. Ou seja, você depende dessa pessoa ter dinheiro para investir e acreditar que você é um “bom investimento”. Como você não vive sem essas doações sua sobrevivência é muito frágil. Em diversos casos vemos ONGs fazendo vista grossa para empresas que realmente faziam mal, ou criando conflito em um assunto que já deveria ter encerrado em favor de quem o financia, e isso é fruto desse incentivo perverso. Se a empresa X financia sua existência, você vai condenar algum projeto ilícito deles? Isso pode custar a vida da sua ONG.

 

Apesar de acreditar que a maioria das ONGs sejam honestas, e que o maior problema seja a dependência financeira, é inegável a informalidade e não cobrança apresentada no segmento. Só para você ter noção, no Brasil mais de 50% do financiamento das ONGs é feito pelo governo, o que as torna qualquer coisa menos “organizações não-governamentais”. Não vemos nem entrar nesses pormenores para não virar um debate político…

 

Além do já exposto, as ONGs são menos atraentes para os jovens pela falta de incentivo financeiro. Apesar de não acreditar que dinheiro seja um fator muito relevante no trabalho, os jovens tem esse paradigma (afinal ele é ensinado em casa, escolas, faculdades e etc), e portanto, nas suas primeiras experiências procurará algo que lhe dê retorno financeiro. Com isso os grandes talentos acabam no mercado financeiro otimizando ações e os “estranhos” vão dar aula na escola ao lado da sua casa.

 

Principalmente por esses motivos, as ONGs acabaram. Infelizmente elas lutam pela sustentabilidade do mundo mas, em si, não são autossutentáveis. Irônico, não?

 

Solução: Negócios Sociais

 

Para substituir tanto as ONGs quanto boa parte das “empresas normais”, surgiram as empresas sociais.

 

“Entre ganhar dinheiro e fazer a diferença no mundo, fique com os dois.”

- Artemisia

 

 

 

 


 

 

Sugiro fortemente que assistam o vídeo, pois ele fala mais do que 1.000 palavras minhas!


 

Embora haja grande discussão em torno do que é exatamente um negócio social, todas as definições apontam para 2 características fundamentais: é uma empresa que tem como meta gerar impacto positivo na sociedade, e é autossustentável financeiramente. (recomendo que você releia a parte em negrito!)

 

Para facilitar a compreensão dos negócios sociais, três exemplos fantásticos!

 

1. 1298

 

A 1298 (nome e telefone da empresa) é um dos 3 negócios de ambulância na Índia e o primeiro social. Como eles funcionam?

 

Eles cobram em cima do preço do hospital que você vai. Você é um mendigo e vai para um hospital público? Beleza, é de graça (na verdade você paga quanto quiser). Você é rico e vai para o melhor hospital da cidade? Vai pagar caro!

 

Em 2007 eles tinham 10 ambulâncias, o último dado que consegui levantar foi que eles tem 460 agora, e esperam dispor de 1.000 viaturas em 2012, atendendo milhões de pessoas.

 

Detalhe: eles são tão bons que chegaram em TODAS as ocorrências desde 2007 antes da imprensa, polícia e bombeiros.

 

Resumo: eles salvam vidas, tornando o serviço deles acessível a qualquer um e ganham dinheiro no processo!

 

Obs: o fundador dessa empresa se formou em direito e abriu um novo negócio, cujo objetivo é acabar com a corrupção na Índia. Ele atende pessoas que estão sendo extorquidas e ganha em cima da porcentagem do valor da propina que ele consegue, através da lei, anular. Será que ele é um gênio?

 

2. CIES

 

 

Para quem acha que no Brasil tudo é ruim, utilizem o google, boas fontes e troque de amigos! O pessoal do CIES é genial, inclusive tive o prazer de conhecer o CEO que é um homem fantástico, muito consciente que me ensinou muito em pouco tempo.

 

Eles são um “hospital” móvel que trabalha junto ao governo rodando o Brasil aonde existe maior demanda por algum exame específico. Esse caminhão-hospital tem uma estrutura flexível, que comporta diversos tipos diferentes de máquinas, portanto em uma semana eles podem estar realizando mamografias no Ceará e na semana seguinte, exame de sangue na Bahia.

 

Como eles ganham dinheiro? O governo é cliente (importante diferenciar doador de cliente!) e paga pelo serviço.

 

3. Sopro de Luz

 

Na mesma ocasião que conheci o CEO da CIES, conheci o empreendedor que está montando uma empresa chamada Sopro de Luz. Eles fazem geradores com cano de PVC que conseguem alimentar uma casa humilde de energia. Com isso, a pessoa de baixa renda e/ou que vivem em áreas sem energia, geram sozinhos o que precisam, aumentando a renda familiar (já que pode trabalhar à noite, entre outras coisas), e a qualidade de vida local.

 

Como é uma empresa social, seu resultado não será medido financeiramente, mas sim por MW que gerou, número de famílias que ajudou ou outra forma dessas. O importante e que o difere de uma ONG é que ele não dá o sistema para a pessoa, ele VENDE por um preço acessível, tem lucro no processo (mesmo se remunerando) e reinveste esse lucro no crescimento do negócio.

 

Quando tudo começou

 

Os Professores C.K. Prahalad e Stuart Hart escreveram o livro “Riqueza na Base da Pirâmide” em 1998, primeiro texto acadêmico que mostrou a GRANDE oportunidade de negócio que é atingir esse público que vive com baixíssima renda e, portanto, poder de consumo. Eles advogam que é necessário re-pensar modelos de negócio, utilizar a tecnologia como alavanca e, de alguma forma, atingir esse público não-consumidor.

 

Ou seja, esse não é um papinho “vamos salvar o mundo” e nem uma coisa que surgiu da minha cabeça. Para quem não conhece, temos ótimas referências como Muhammad Yunus, que já recebeu prêmio nobel da paz e inventou o micro-crédito, Jacqueline Novogratz, que veio do terceiro setor e está causando MUITO impacto positivo especialmente na África e Oriente Médio e tantos outros que estão ganhando dinheiro e fazendo a diferença no mundo ao mesmo tempo.

 

Mas e os negócios normais? Por que eles não funcionarão?!

 

Existem 2 motivos que me fazem crer que todos, mais cedo ou mais tarde, acabarão migrando para negócios sociais.

 

1. Os talentos de hoje são atraídos por empresas que possuem missões (sim, aquilo mesmo que ensinam nas aulas de administração mas nem cobram na prova) e valores alinhados com os seus, e que estejam fazendo alguma coisa de útil no mundo! Ganhar dinheiro por ganhar dinheiro é legal? Sim, por um tempo. Mas quando o cara é realmente competente e quer desafios, ele vai acabar entrando numa empresa que quer erradicar a pobreza no Brasil, não a que quer vender mais cervejas no ano que vem.

 

Obs: podemos discutir sobre isso nos comentários, e se vocês discordam, por favor me digam, ok?

 

2. (e essa é uma hipótese minha) Os hábitos do consumidor mudaram muito nos últimos anos e mudará cada vez mais e exponencialmente mais rápido. Não foi há muito tempo atrás que só tínhamos o carro preto da Ford para escolher. Depois surgiram outras marcas, o que gerou a opção de compra. Os valores utilizados para a tomada de decisão do cliente naquela época, na minha opinião, já não são mais os mesmos. As pessoas (quando informadas) sabem que o tênis da Nike pode ter sido feito por uma criança escrava, por isso quando surgir uma empresa que garante que o sapato é feito por um trabalhador bem pago, bem cuidado e feliz, que está botando o filho na escola por conta de você, acredito que a decisão será de compra desse produto. Existem céticos que dizem que não, que o “povo vai sempre optar por preço e, portanto, haverão sempre as empresas exploradoras.” Acredito que se o consumidor não mudar, as leis mudarão e já existe pressão desde a ONU até ativistas, empreendedores e outros, para se botar um preço na emissão de carbono, ou medir e precificar a qualidade de trabalho do seu funionário. Dessa forma, o produto feito com menos “carinho” para com o mundo será o mais caro, tornando os negócios sociais os mais eficientes economicamente nesse cenário.

 

Resumo: os grandes talentos estarão buscando desafios de verdade e não só ficar vendo numerozinho em planilha subir, o consumidor vai cobrar do empresário atitudes cada vez mais sociais e, por fim, o sistema econômico pode mudar de diversas formas nos próximos anos, dependendo de qual cartel perder poder antes.

 

Gostaria de encerrar esse post dizendo que esse tema nos interessa muito na LUZ, inclusive ministraremos um curso para auxiliar as ONGs a tornarem seus negócios rentáveis. Por isso seria um enorme prazer poder tirar suas dúvidas com relação ao tópico e, inclusive, explorá-lo mais a fundo, já que hoje dei apenas uma pincelada geral.

 

O que eu quero saber é: você gostou? Entendeu? Tem outros exemplos legais? Do que você discorda?

 

Compartilhe esse conhecimento! É importante que haja discussão em cima desses assuntos importantes, que moldam fortemente a “sociedade” (forma como vivemos e nos relacionamos).

 

Acredite: é possível ganhar dinheiro e fazer a diferença com um modelo de negócios inteligente!

 

Obs: dedico o post especialmente ao Rafael, que pediu para que escrevessemos sobre o terceiro setor. Minha opinião sobre ele é: não deve existir! Muito obrigado pela sugestão de tema! ;)

 

Forte abraço.

 

Dia após dia, estamos mudando o mundo!

 

Outros Posts que Podem te Interessar:

  1. Anuncie onde seus concorrentes também anunciam
  2. Sua empresa está pronta para se tornar um jogo? E sua vida?
  3. Modelo de Negócio Inovador e Curva de Valor #4 – We Do Logos
  4. Modelo de Negócios e Curva de Valor #3 – ZipCar
  5. 5 Dicas para Melhorar o Clima de Sua Empresa

Comentários

  • Muito bom, Guilherme!
    Eu lia ontem uma entrevista com o Michael Porter na HSM Management em que ele descreve o conceito CVC-Criação de Valor Compartilhado e a necessária mudança do modelo capitalista, com as empresas trazendo o atendimento às necessidades socioambientais como parte do seu negócio principal. E você coloca neste post vários conceitos e exemplos coincidentes, que reforçam e esclarecem algumas idéias expostas pelo professor americano. Para quem não leu a entrevista ainda: procure-a, porque vale. Parabéns pelo seu trabalho e um abraço,
    Luiz Ricardo Platinetti

    Postado em 14/09/2011 por Luiz R. Platinetti

  • Postado em 14/09/2011 por Guilherme Velho

  • Concordo com tudo. Inclusive, por isso, pretendo empreender no setor 2.5. No entanto, acho que ainda vai demorar um pouco até sua hipótese 2(do pq as 2.0 vão falir) se tornar uma realidade para maioria.

    Agora já que estamos de acordo que esse setor é o futuro dos negócios, porque não termos mais matérias aqui sobre ele? De pronto, já adianto algo que eu adoraria ver, a curva de valor da empresa bike works, de seatle(www.bikeworks.org). hehe

    Abraços!

    Postado em 14/09/2011 por Sarah hannah

  • Sou fã do “blog da Luz” a muito tempo!
    Tento repassar sempre os melhores posts (todos são ótimos mas alguns são melhores…) para meus alunos – dou aula de empreendorismo na UCAM (Universidade Cândido Mendes – aqui no Rio) e a anos que também idolatro Alex Osterwalder e seu BMC.
    Mas reconheço que esse último post foi muito além do que eu imaginava de tão bom!!
    Parabéns pelo belíssimo trabalho que vocês apresentam! Já recomendava à alunos e ex alunos agora então vou “Twittar”, “Facebookar”, G+ etc etc para muita gente compartilhar!
    Abraços da fã
    Malu Moraes

    Postado em 14/09/2011 por Maria Lucia Moraes

  • SHOW!

    Postado em 14/09/2011 por Eduardo Marinho

  • Olá Luiz,

    Como vai? Obrigado pelo seu comentário! Procurei pela entrevista mas não a encontrei.

    De fato a grande maioria dos gurus, desde Seth Godin (Vaca Roxa) aos clássicos Prahalad, Porter e outros viram que o nosso sistema econômico é um carro desgovernado acelerando cada vez mais na direção de um abismo. Eles reconhecem que: (1) precisamos desacelerar esse carro e (2) mudar sua direção.

    Ótimo comentário!

    Abs,

    Postado em 14/09/2011 por Guilherme Lito

  • Sarah,

    Bom dia, tudo bem? Concordo que o setor 2 demorará um pouco mais do que o 3 para chegar ao 2,5, mas o que não conseguimos prever direito é a velocidade dessas transições. As revoluções na história do mundo vem acontecendo exponencialmente mais rápidas a cada vez, por isso esse “gap” de tempo pode ser menor do que pensamos.

    Hoje o Butão já mede a evolução da população pelo FIB (felicidade interna bruta) e não PIB. Espero que em até 5 anos já exista uma bolsa de valores de negócios sociais em algum país no mundo, e quando essas “versões beta” se provarem positivas, a adoção mundial deve acontecer rápido!

    Vamos torcer e trabalhar para isso!

    Com relação ao Bike Works, Daniel essa demanda é para você! :) Vamos botar alguns modelos de negócios sociais lá?

    Obrigado pela presença Sarah!

    Bjs,

    Postado em 14/09/2011 por Guilherme Lito

  • Malu,

    Fico honestamente emocionado com seu comentário! Ontem dei uma palestra sobre marketing de conteúdo aqui na Casa LUZ e falei que as vezes o simples fato de termos comentários como esse fazem com que nós nos dediquemos cada vez mais para aumentarmos a média! Esse reconhecimento é realmente muito motivador! Obrigado!!

    Obs: você está certíssima em compartilhar, twittar e todos esses outros verbos malucos que inventamos!!

    Abs,

    Postado em 14/09/2011 por Guilherme Lito

  • Gvelho, você é uma comédia e Eduardo, muito obrigado!

    Abs,

    Postado em 14/09/2011 por Guilherme Lito

  • Muito bom o post! Tenho muitos amigos que trabalham e ONGs e já vi ótimo projetos acabaram da noite para o dia, por que a empresa mudou sua estratégia social, ou o repasse não foi feito a tempo. Um pesadelo para quem trabalha.

    Aqui na Diverso ( http://www.diversoatendimento.com.br ) essas são nossas duas principais premissas: gerar impacto positivo na sociedade, e ser autossustentável financeiramente.

    A Luz é Luxo!

    Postado em 14/09/2011 por João Junior

  • Guilherme,
    Gostei muito do seu post. Ajudei a criar e dirigi três ONGs ambientalistas e sei que o “calcanhar de Aquiles” é a sustentabilidade. Mas não sei se podemos dizer que as ONGs acabaram. O modelo de sustentabilidade a que vc se refere vem mudando, com as instituições sendo dirigidas por quadros altamente especializados, muitas dirigidas por executivos com larga experiência de mercado. Se analisarmos as características de algumas renomadas ONGs do exterior (em especial nos EE.UU), veremos que elas já adotam há tempos uma política voltada para a auto-sustentabilidade com pouca ou nenhuma dependência de doações.

    Seguramente algumas só conseguirão se manter graças às doações e patrocínios. Mas, certamente, deverão surgir novos modelos de negócios focados na sustentabilidade dessas instituições. Muitas já se mantêm através da prestação de serviços e da venda de produtos. Em alguns casos combinam essas fontes de receita com patrocínios, doações, recursos não-reembolsáveis provenientes de instituições como o BNDES, Fundações Estaduais de Amparo às Pesquisas (e.g. FAPERJ).

    Acho que sempre haverá lugar para as ONGs, mas concordo que parte do papel hoje desempenhado por essas instituições será assumido por empresas com foco social. E certamente esse movimento deverá conduzir a uma crescente mudança de postura por parte das empresas que ainda se baseiam no modelo “clássico”, no qual o foco central está no lucro a qualquer preço.

    Parabéns. Acho que vcs têm muito a oferecer à sociedade com os cursos e seminários que tratarão do assunto. Abs.,
    Luis Otávio

    Postado em 14/09/2011 por Luis Otávio Meliande

  • Concordo com a falência do sistema das ONG´s, até pq as que não dependem do governo dependem de grandes empresas, que utilizam a capitalização para influenciá-las. As descapitalizadas não têm poder político e financeiro para gerar mudança, ainda.
    Agora, indicar empresas sociais como solução para o problema é no mínimo forçar uma barra. Temos um problema no capitalismo em si, que empresa social não resolve. Nada garante também que empresas sociais serão éticas, não serão corruptas, respeitarão o meio ambiente, respeitarão direitos humanos, entre outras questões. Somente saberemos o tamanho do problema quando alguma empresa social tiver escala para mudar o problema, e aí va depender sempre de quem estiver no comando da empresa. Ser social não é a solução do problema, trabalho no mercado e vejo que o problema está bem acima disso.

    Postado em 14/09/2011 por paulo loiola

  • Complementando, acredito que as atuais ong´s serão substituídas por grupos de pessoas que agem “protegendo” determinado assunto, seja ele ética, água, uso do solo, investimentos públicos, transparência, entre outras questões de interesse da sociedade e que exige um ator organizado para balancear com o poder das empresas (sociais ou não) e do governo.

    Postado em 14/09/2011 por paulo loiola

  • Realmente muito bom seu post, Guilherme! Compartilho inteiramente de sua opinião sobre o terceiro setor: “Não deve existir”. Até porque, além do papo do desvio de função, corrupção, etc, ele existe para cobrir a ineficiência do Estado. O terceiro setor é, de origem, uma anomalia, um paliativo, um “quebra-galho”, um “gatilho”… deu pra entender, né!? Então, conforme evoluímos nosso modo de viver e nossa sociedade, o terceiro setor deixa de fazer sentido… abraços

    Postado em 14/09/2011 por Osvaldo Rezende

  • Guilherme,

    Acho que posso lhe enviar privativamente o artigo, uma vez que é restrito aos assinantes da revista. Me informe um email, ok?
    Um abraço,
    Luiz Ricardo Platinetti

    Postado em 14/09/2011 por Luiz R. Platinetti

  • João,

    É isso aí! Agora a questão que temos que ficar atentos é: empresas sociais em breve se tornarão as “ambientalmente responsáveis” hoje, ou seja, MIGUÉ.

    Apenas 50% das brasileiras que se dizem sociais conseguem medir seu desempenho, o que é preocupante. Resumo: meça de alguma forma como você impacta positivamente a sociedade, se não pode ser confundido com pessoas de papo furado!

    Abs,

    Postado em 15/09/2011 por Guilherme Lito

  • Luis Otávio,

    Obrigado pelo comentário, sua experiência trouxe bastante à “mesa”. De fato eu sei que é até meio covarde escrever post, se esconder atrás do teclado e ficar fuzilando todo mundo. O caminho para monetizar uma ONG costuma ser árduo, principalmente nessas gigantes que já possuem grande estrutura.

    Pode deixar que a LUZ agregará muito com palestras e cursos sobre o tema. Fiquem ligados na programação!

    Forte abs,

    Postado em 15/09/2011 por Guilherme Lito

  • Paulo,

    Você está agregando em dois canais diferentes! Hahaha acabei de responder um belo email seu e agora encontro essa ideia interessante também…

    Você pode me indicar algumas dessas iniciativas? De bate pronto parece ser bem legal, apesar de, obviamente, gerar seus lados negativos também.

    Abs!

    Postado em 15/09/2011 por Guilherme Lito

  • Osvaldo,

    Que bom te ver por aqui! E pode deixar que entendi a mensagem! hahaha

    Vocês (www.aquafluxus.com.br), inclusive, poderiam voltar o modelo de negócios rapidamente para um social.

    #ficaadica ;)

    Abs,

    Postado em 15/09/2011 por Guilherme Lito

  • Um dos melhores posts até hoje, parabéns! Dá muito o que pensar.

    Postado em 15/09/2011 por Isabelle Barreto

  • Obrigado Isabelle! Volte sempre!!

    Bjs

    Postado em 15/09/2011 por Guilherme Lito

  • Mais um ótimo Post…

    Venho acompanhando o tema negocio social faz algum tempo e vai ser minha tese de monografia para o curso de Ciências Econômicas.

    Acredito que o modelo atual super explorativo vai ACELERAR seu processo de remodelagem e o negócio social será mais uma alternativa e deve caminhar de forma paralela no desenvolvimento da sociedade…….

    Dependendo do que vai acontecer nos próximos anos (liderança e empreendedorismo) quem sabe podemos ter o público geral abraçando esta bandeira….Por enquanto vejo mudanças tímidas no Brasil, mas já temos ótimos exemplos e o tema já vem sendo discutido, isto é muito importante (creio no esforço de grandes corporações para abafar o movimento).

    Lembro que ha ums 2 anos o debate do negocio social praticamente inexistia no Brasil.

    Postado em 15/09/2011 por daniel santos

  • Texto sensacional. Que a inspiração esteja sempre com você. Vou levar um tempo digerindo. Parabéns Guilherme.

    Postado em 16/09/2011 por Bruno Contursi

  • Daniel,

    Concordo plenamente contigo, e gostaria de te parabenizar por manter a cabeça aberta durante seu curso e fazer uma análise crítica do sistema no qual vivemos.

    A Ciência Econômica, como o próprio nome diz, é uma ciência, e, portanto, deve ser questionada por tudo e todos sempre. Um fato é um fato porque paramos de procurar uma falha nele, e infelizmente acredito que muitos economistas encaram a economia não como algo a ser questionado e melhorado, mas sim uma grande verdade que tem que ser aceita porque as coisas “foram sempre assim” e o sistema é equilibrado (este último, um atestado de loucura!).

    Dito isto, acredito não só que esse modelo vai acelerar a entrada dos negócios sociais (como você disse), como também os negócios sociais vão dar início ao processo de encontrarmos uma nova economia, novas regras, desta vez mais justas e inclusivas e que descentralize o poder e melhore o sistema de incentivos.

    Se puder, me manda sua monografia para eu ler! É sempre bom aprender um pouco mais e tenho certeza que você agregará! Meu email é: guilherme@luzconsultoria.com.br

    Abs!

    Postado em 16/09/2011 por Guilherme Lito

  • Bruno,

    Muito obrigado! A inspiração estará conosco enquanto vocês estiverem por aqui apreciando o que escrevemos ;)

    Abs!

    Postado em 16/09/2011 por Guilherme Lito

  • É engraçado que fiz um comentário parecido com o seu na minha última palestra. Bem menos catastrófico, mas parecido. Bem, eu não acho que as ONGs vão acabar, nem as empresas, nem o capitalismo ou coisas do tipo. Isso de acabar é pensamento de gente mais jovem (imagino que você e o pessoal dos comentários está na faixa dos 20 a 30 anos, certo?)

    E o que comentei na palestra, que era dirigida a 200 gestores de ONGs foi o seguinte: Vocês estão perdendo os jovens para o buzz dos negócios sociais. Os mais idealistas saem da universidade com vontade de montar um negócio social e nos anos 90 e começo dos 2000 eles queriam trabalhar com ONGs. Isso era uma intuição minha que com seu artigo e com os comentários se confirma perfeitamente.

    Eu já tenho 40. E acho ótimo a entrada de um novo elemento (os negócios sociais) no caldo de experiências e tentativas de um mundo melhor. Mas sejamos mais singelos (talvez seja minha idade, hehe): O foco da crítica deveria estar nas empresas poluidoras, do lucro pelo lucro, corruptoras. Ou nos governos, corrompidos, jurássicos, incapazes. Existe muita ONG corrupta? SIm. Existe muita GENTE corrupta nesse mundo. Lutemos contra eles, vamos prender uns quantos. Existe muita ONG incompetente? Muitas. Tentemos ajudá-las a melhorar o foco, ou que fechem. Eu gosto de ONGs. Eu gosto na verdade de todo mundo que se envolve com mudanças de mundo. E tem muita gente assim em ONGs, em governos, em empresas. E tem agora os jovens como vocês animados com essa novidade dos negócios sociais. Bem vindos ao barco. Somos mais e mais gente. Ótimo. Mas não há porque querer eliminar uma coisa pra fazer crescer a outra, saca? Somemos. :)

    Postado em 16/09/2011 por Marcelo Estraviz

  • Marcelo,

    Seu comentário foi muito similar ao que rolou de discussão no grupo do Hub Rio sobre o assunto.

    O que acho que vale destacar:

    1. Onde e quando você dá palestras? Já veio às nossas? Vamos trocar experiências e conhecimentos!

    2. Concordo que os gestores de ONGs estão perdendo jovens para os negócios sociais. Agora reafirmo a questão de que elas perdem muito mais para as empresas de lucro por lucro (vamos chamá-las assim) do que para as empresas sociais (ES). Na verdade os jovens que se informam e querem fazer a diferença acabam optando por ES ao invés de ONGs por conta de alguns motivos descritos acima, mas o problema, na minha opinião, é apenas 0,01% pensar em trabalhar para um desses dois tipos de instituição. Isso mostra um sistema de educação e político muito interessados no status quo…

    3. O que você disse acima: “O foco da crítica deveria estar nas empresas poluidoras, do lucro pelo lucro, corruptoras. Ou nos governos, corrompidos, jurássicos, incapazes” é uma grande verdade! E foi exatamente nesse ponto que eu mais levei porrada na lista do Hub!! O que não deixei claro no post é que não acho que essa seja a solução para os todos os problemas da sociedade e que o mundo será lindo em 10 anos, mas sim que no mundo empresarial, essa é HOJE a melhor opção. Como dito na resposta ao comentário do Daniel, o sistema tem que mudar por completo! Mas isso fica para outros post ;) (detalhe que nosso blog se tornará um de política e discussão de fóruns da ONU mais do que qualquer outra coisa se continuarmos nessa linha)

    4. Por fim, fico feliz de entrar no seu barco! Apesar das grandes dificuldades de se fazer uma diferença efetiva na sociedade, só a experiência de conviver com pessoas que estão inspiradas para fazê-lo já nos transforma por completo e vale a pena! Seremos cada vez mais e melhores, e mudaremos o mundo!!

    Volte sempre, vamos multiplicar um ao outro!

    Abs,

    Postado em 16/09/2011 por Guilherme Lito

  • Parabéns por mais um excelente post !
    Apresenta ideias claras e exemplos maravilhosos que nos fazem acreditar num possível mundo melhor !!!

    Postado em 22/09/2011 por Laura Gama

  • Excelente artigo, parabéns! Esse modelo de negócio sustentável tem tudo para dar certo, porque além de autosustentável, estimula os beneficiados, já que não “dá de graça”, mas procura estabelecer uma relação de recompensa (como nos 3 casos apresentados).

    De fato, a situação das ONGs (pelo pouco que tive contato) é bastante complicada e muito difícil de se manter durante muito tempo. Fica a impressão de que as únicas que sobrevivem são as que têm um “esquema especial”, seja com o governo ou com empresas privadas, muitas vezes prejudicando mais do que ajudam (com desvio de verbas etc).

    Por fim, espero que os consumidores percebam que vale mais a pena investir em empresas socialmente responsáveis, que tratem bem não só seus funcionários, mas o meio ambiente, evitando destruição de florestas, testes em animais etc. Vamos torcer!

    Postado em 22/09/2011 por Maíra Gama

  • Por favor… dizer que as únicas ONGs que sobrevivem são as que tem algum esquema é esquecer do Greenpeace, Graac, Fundação Abrinq, AACD, Sou da Paz, Doutores da Alegria, só pra citar algumas conhecidas… São 360 mil ongs no Brasil. Existem mil ou 10 mil do mal? Pois vamos lá prender seus gestores. As outras, que fazem um trabalho significativo, precisam de apoio e principalmente respeito.

    Vida longa aos negócios sociais.
    Vida longa às ONGs do bem.
    Somemos boas práticas.

    abs,

    Postado em 23/09/2011 por Marcelo Estraviz

  • Marcelo,

    Obrigado pelo comentário! Fico feliz quando as pessoas discordam abertamente de mim…

    Não posso e nem quero julgar individualmente cada uma das ONGs que você disse, mas exemplificarei com a primeira mencionada, a Greenpeace.

    Em 1996 (se não estou enganado) o Greenpeace divulgou que a subsidiária britânica da Shell estava prestes a provocar um desastre ecológico ao afundar no oceano Atlântico uma plataforma inativa, a Brent Spar. Para provar isso, publicou um estudo que afirmava que ela ainda continha 5 000 toneladas de óleo, o que poderia provocar uma contaminação gigantesca, e fez campanhas de boicote à petroquímica. Sob pressão, a Shell, que sempre contestou os números, mudou os planos e desmontou a plataforma em um estaleiro. Os prejuízos da empresa anglo-holandesa chegaram a 185 milhões de dólares em queda de receita e do valor das ações na bolsa. Um ano depois, uma investigação provou que o Greenpeace forjou os números do relatório. A fonte é o portal da EXAME, que acho bem confiável.

    O que quero dizer com isso: o modelo das ONGs as bota numa situação muito difícil. Não disse que as únicas ONGs que sobrevivem tem esquema, disse que é muito difícil sobreviver numa situação em que a sua missão pode ir diretamente de encontro com a pessoa que te sustenta. Como disse o próprio criador do greenpeace, “Batizei-os de farsantes do oceano” devido às regras politicamente corretas, mas muito dúbias de levantamento de dinheiro. Enfim, concordo com o seu final ali: vida longa a quem é do bem e às boas práticas, e que as ONGs consigam se tornar cada vez mais independentes para que não haja essa área cinzenta…

    Abs,

    Postado em 23/09/2011 por Guilherme Lito

  • Olá Guilherme! Eu retruquei o comentário exatamente acima do meu, que versa sobre as ONGs com esquema. Não me referia a você.

    Sobre Greenpeace, não conhecia esse caso que mencionas. Vou pesquisar. De qualquer forma, mesmo que isso de fato tenha ocorrido, confio mais no Greenpeace do que na Shell.

    abs,
    me

    Postado em 23/09/2011 por Marcelo Estraviz

  • Oi Marcelo,

    Para encontrar o artigo, copie e cole exatamente o que escrevi, pois copiei diretamente de lá!

    Sobre o Greenpeace e a Shell, ri muito aqui com seu comentário. De fato, confio mais no GP também no que tange valor à sociedade! Hahaha

    Abs,

    Postado em 23/09/2011 por Guilherme Lito

  • Discordo de ambos então.

    Veja, qd o greenpeace age dessa forma, apesar de ter uma finalidade diferente, este se torna, em parte, igual a Shell. Isso é, a natureza do “lucro” pode ser diferente mas a forma cm se obtem o sucesso é a mesma.

    Para mim, a forma é tão importante qnt o resultado.

    E assim, isso torna sem sentido a existencia de uma divisão entre qqr modelo de organização.

    pq as empresas 2.0 são tão nocivas? Não é apenas pela finalidade lucro. Mas tb pela forma desleal (mts vezes deshumana) com a qual estas operam.

    Tlvz, se estas empresas operassem de forma ética mt do q discutimos aqui não seria necessario…

    Na big picture, empresas são feitas de pessoas né?! assim, tlvz não existam modelos falidos, mas a “ética” esteja falida….

    É cm pensar “quero lucro, contanto q seja de forma justa”

    E acho q 12 entre 10 empresas de alguma forma tem um “codigo etico”. Logo, basta começarmos a segui-lo, não?!

    Postado em 23/09/2011 por sarah Hannah

  • Sarah,

    Ia concordar 100% com você e responder: “Só me resta dizer uma coisa: AMÉM!”, mas resolvi ser chato, afinal consultores existem para isso!

    Uma postura que todos temos dentro da LUZ que achamos importante passar adiante (assim como nos foi passado) é: as pessoas são boas, querem fazer o bem, são éticas, quem não o faz é por ignorância ou uma pequena minoria de trambiqueiros. Afinal, se a sociedade fosse composta 99% de pessoas “do mau” (como todos dizem que é), não estaríamos aqui. Somos o somatório de todas as nossas ações, e apesar de todos os problemas, acho que o saldo é positivo!

    Na minha opinião o problema da ética é que ela é, muitas vezes, vista como um CUSTO para a empresa. Quem nunca ouviu falar de outras formas de levar a vida, tomar decisões e etc não tomará decisões “éticas” sozinho, por isso (e como sempre) o papo vai acabar na educação.

    Conclusão: antes de começar a usar o código de ética (que deve ser mais um daqueles documentos que fica empoeirado em um cantinho escuro da rede), temos que nos educar e ao próximo sobre o tema e reconhecer que é muito fácil criticar as atitudes dos outros (como eu mesmo fiz algumas vezes acima), mas que o importante mesmo é olhar no espelho e se perguntar: “o que eu estou fazendo que está fazendo a diferença?”

    Bjs,

    Postado em 26/09/2011 por Guilherme Lito

  • Bem, não entendi como meu comentário pareceu uma crítica à vc/luz(não era a intenção), e peço desculpas, desde já, se ofendi.

    De qualquer forma, acho que vc entendeu bem o que eu quis dizer. Esse visão de “custo” para a empresa que, ao meu ver, é o que “quebra”.

    Mas vamos discutindo, e refletindo!

    Abraços, Sarah.

    Postado em 27/09/2011 por Sarah Hannah

  • Que isso Sarah! Estamos super bem :)

    O que eu quis dizer e que não ficou claro é: acho que todo mundo é ético até onde consegue e quando elas não mais “conseguem” ser éticas, é por ignorância ou “miopia” (Palavra mais bonita) e não más intenções! Se elas não pensam no todo, é porque não foram instruidas a fazê-lo.

    Continuamos discutindo e refletindo e desculpe minha escrita confusa!

    Bjs,

    Postado em 27/09/2011 por Guilherme Lito

  • [...] O modelo das ONGs faliu… (o da sua empresa também!) [...]

    Postado em 13/10/2011 por 5 Ações Incríveis de Marketing de Guerrilha | Blog LUZ Loja de Consultoria

  • [...] O modelo das ONGs faliu… (o da sua empresa também!) [...]

    Postado em 27/10/2011 por 5 negócios sociais brazucas inspiradores! | Blog LUZ Loja de Consultoria

  • Lendo os comentários, acredito que faltou alguém falar da componente ambiental. Sou fundador da Ecobrigada – Ong de combate a incêndios nas matas, e há 10 anos acreditamos na criatividade para vencer a dependência espelhada no pires na mão. “Vendemos” três produtos; apagar incêndios em qualquer ecossistema; capacitação de brigadistas e produção de mudas de nativas de mata atlantica.O primeiro nós fazemos gratuitamente mas vendemos marketing através dos nossos uniformes, das técnicas por nós desenvolvidas e pelas questões de preservação ambiental, quadro que “toca” à todos, já que estamos salvando o 8% do que outrora era 100%. No segundo nós trocamos a capacitação pela estadia, alimentação, programa na rádio (marketing)o que diminui nossas despesas e no terceiro nós vendemos as mudas de frutíferas que vão juntas com as nativas que são gratuítas, formação da reserva legal, APP, mata ciliarpara e manutenção da avifauna. Vender significa colocar na conta e gastar esse dinheiro na manutenção da Ong com transparência. E quarta, trabalhamos em cima do fator psicológico do aumento da população, que gera maior avanço nos ecossistemas naturais que deverão ser substituídos para a produção de grãos. Finalizando, já aprovamos muitos projetos junto a financiadores que estão “longe” e é o que nos tem mantidos vivos.
    Aliás, quem tiver a fim de criar uma brigada contra incêndios nas matas é só entrar em contato com o mediador.
    Abraços JIM.

    Postado em 07/11/2011 por Renato J.I.M

  • [...] O modelo das ONGs faliu… (o da sua empresa também!) [...]

    Postado em 09/11/2011 por Mulheres são menos Empreendedoras do que Homens? | Blog LUZ Loja de Consultoria

  • Olá JIM,

    Tudo bem? Muito obrigado pelo seu comentário e parabéns pelo trabalho!

    De fato é difícil monetizar um modelo desses, e aparentemente vocês já foram longe nisso. De qualquer forma, não sei se você concorda comigo, mas se você conseguisse ser totalmente autossustentável economicamente com os “produtos” descritos, teria mais solidez na gestão e poder de barganha com novos talentos, por exemplo, não?

    Obrigado por deixar seu contato! Espero que gere retorno…

    Abs,

    Postado em 09/11/2011 por Guilherme Lito

  • Olá Guilherme,

    Descobri recentemente o blog através de um amigo e tenho achando bastante interessante! Deixo então meu comentário para ampliarmos um pouco o debate que estamos tendo aqui nos comentários:

    Sou também um grande defensor dos negócios sociais. Mas acredito fortemente que uma série de funções sociais realizadas hoje por ONGs são dificilmente rentáveis, e por conseguinte dificilmente alcançariam a sustentabilidade sem doações ou investimentos externos. Qual é a viabilidade na sua opinião de que Negócios Sociais financiem esses projetos? Não seria uma boa parceria?

    Postado em 07/05/2012 por Lucas Alves

  • Fala Lucas,

    Tudo bem? Felizmente minha opinião mudou BASTANTE desde que escrevi esse post. Muito por conta das porradas que levei (hahaha) e muito porque amadureci minha visão, trabalhei mais próximo de ONGs e etc. Conclusão: concordo plenamente com vc. Não temos que rentabilizar tudo, há espaços que seria prostituição corporativa. É pior tentar monetizar uma escola (olha o que está acontecendo com o mercado de escolas particulares!!! Que nojo) do que pedir dinheiro e sustentar a sua de forma filantrópica.

    Seria uma ótima solução isso que você falou. Outra solução é a própria sociedade civil se dispor a trabalhar algumas poucas horas por semana nisso. Hoje vejo como uma ótima opção todo mundo que se interessa se disponibilizar por 2 ou 3 horas por semana para ensinar uma classe, dar aula, ler para idosos ou o que quer que seja. Cada um fazendo sua parte também ajuda bastante o global!

    Valeu pelo comentário! Muito bom.

    Abs,

    Postado em 08/05/2012 por Guilherme Lito

  • Oi, Guilherme!

    De uma sugestão sua (www.escoladeredes.net), trouxe esta idéia super-criativa:

    MECENATO = PESSOAS AJUDANDO PESSOAS

    O QUE É
    Mecenato é uma plataforma sem fins lucrativos, baseada em trabalho voluntário, para ajudar pessoas que estão reprogramando sociosferas com sua própria vida.
    Pessoas que precisam de ajuda porque – neste momento de transição da sociedade hierárquica para uma sociedade em rede – não têm como cuidar da sua sobrevivência em ambientes conservadores (reprodutores) e, ao mesmo tempo, ensaiar novas experiências de construção de ambientes inovadores (criadores).
    Essas pessoas só poderão continuar fazendo o que fazem se forem ajudadas, pessoalmente, a se manter vivendo em condições adequadas (que permitam a continuidade da sua atuação).
    Mecenato financia pessoas que estão construindo mundos criativos e que estão – na prática – adotando comportamentos capazes de mudar comportamentos e não apenas fazendo discursos sobre a necessidade da mudança.
    Mecenato financia pessoas, não projetos ou ideias, nem organizações, movimentos ou outros coletivos. Mecenato também não aceita doações de organizações empresariais, governamentais ou sociais: somente de pessoas (físicas).
    São pessoas ajudando pessoas.

    É…o mundo está mudando. Felizmente…

    Abraço,
    Luiz

    Postado em 08/05/2012 por Luiz R. Platinetti

  • Graaande Platinetti! Prazer te ver por aqui novamente :)

    Acompanhei o lançamento do MECENATO, a ideia é bem interessante. O único destaque que gostaria de fazer e o que acho mais genial é essa questão do foco na pessoa física.

    É de PF para PF. Nesse mundo das redes sociais o foco é no poder do indivíduo, que forma o poder da rede. Esquece marcas, empresas, instituições e coisas do tipo. O “novo mundo” é, de fato, bem mais empreendedor.

    O que acho disso? Uma ÓTIMA saída, já estou filtrando os caras nos quais quero investir e me deu muito mais coragem para pular do prédio também! :)

    Em breve, estaremos todos em rede!

    Forte abs,

    Postado em 08/05/2012 por Guilherme Lito

Postar comentários

*
*
(Opcional)
*